
Templo de Bel, Palmira, Síria · Foto: Bernard Gagnon · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons · Registado 2010
Templo de Bel
Nome local: معبد بل
O Templo de Bel era o principal santuário de Palmira, consagrado ao deus Bel, que ali era venerado juntamente com o deus lunar Aglibol e o deus solar Yarhibol. Erguia-se na extremidade oriental da Grande Colunata e faz parte do bem do Património Mundial Sítio de Palmira. O EI fez explodir o edifício do templo em agosto de 2015.
História
O templo ergue-se sobre um tell ocupado desde o III milénio a.C., acima de um templo helenístico anterior. As Wikipédias em inglês e em árabe datam a sua dedicação de 32 d.C., citando o artigo árabe uma inscrição numa base de estátua de 6 de Nisan do ano selêucida de 343; a Wikipédia em alemão indica, em vez disso, 32 a.C. Os pórticos do pátio foram construídos entre cerca de 80 e 120, o pórtico ocidental só por volta de meados do século II. As tropas de Aureliano pilharam o templo em 273, e o imperador mandou depois repará-lo.[1][2][3][4]
Arquitetura
Um muro com cerca de 205 m de comprimento encerrava um pátio pavimentado ladeado por pórticos coríntios, ao qual se acedia pela porta ocidental. Sobre um pódio, ao centro, erguia-se a cela, rodeada de colunas. Invulgarmente para um templo de tipo romano, a sua entrada ficava num dos lados maiores; no interior havia dois santuários, a norte e a sul, bem como janelas e escadas para terraços na cobertura.[1][2]
Utilização e importância
O templo foi encerrado entre 385 e 388 sob o prefeito do pretório Materno Cinégio e tornou-se igreja no período bizantino. Sob os omíadas, parte dele serviu de mesquita congregacional; a partir de 1132, o recinto foi uma cidadela que encerrava a aldeia de Tadmur. A mesquita e as casas permaneceram em uso até que arqueólogos franco-sírios desobstruíram o recinto na década de 1920 (a Wikipédia em árabe indica 1930).[1][3][4]
Características notáveis
O teto do santuário norte mostrava uma divindade no meio dos sete planetas e dos doze signos do zodíaco. Um relevo com um camelo que transporta a imagem do deus e mulheres veladas documenta as procissões festivas. A UNESCO inclui o templo entre os edifícios religiosos mais importantes do século I d.C. no Oriente.[1][3][5]
Cronologia
- 32
Dedicação do templo (32 d.C. segundo as Wikipédias em inglês e em árabe; 32 a.C. segundo a Wikipédia em alemão).[1][2][3]
- c. 80–120
- 273
Pilhado pelas tropas de Aureliano, depois reparado.[4]
- 385–388
Encerrado durante a campanha de Materno Cinégio contra os templos do Oriente.[1]
- 1132
- 1929
Henri Seyrig inicia a escavação de Palmira pelo Templo de Bel.[4]
- 2015
Dinamitado pelo EI (30 de agosto), confirmado por imagens de satélite (31 de agosto).[1][2]
Galeria
Documentação 3D

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Templo de Bel
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Estado documentado
Gravemente danificado · em 2017
O EI fez explodir o edifício do templo em 30 de agosto de 2015; em 31 de agosto, o UNITAR confirmou com base em imagens de satélite a destruição do edifício principal e de uma fila de colunas adjacente. O arco de entrada e os muros exteriores sobreviveram. Em julho de 2017, a empresa francesa Art Graphique et Patrimoine digitalizou os escombros como base para o planeamento do restauro.[1][2]
Visita
Chegar e ficar
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Distância em linha reta a partir deste local. Dados: OpenStreetMap, à data de 2026-10-30. Funcionamento não verificado – telefone antes de ir.
- مشفى تدمر الوطنيHospital · 2,2 kmItinerário
Fontes (22)
- Wikipedia (en): Temple of Bel rev. 1380328200 · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (de): Baaltempel von Palmyra rev. 270791519 · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (ar): معبد بل rev. 70779717 · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (en): Palmyra rev. 1382053636 · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- UNESCO World Heritage Centre: Site of Palmyra · 2026-10-30
- Wikidata · CC0 · 2026-10-30
- Wikipedia (el) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (es) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (fa) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (fr) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (hi) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (id) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (it) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (ja) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (ko) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (nl) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (pl) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (pt) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (ru) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (sv) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- Wikipedia (zh) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
- OpenStreetMap · ODbL · 2026-10-30
Verknüpft mit Q5747 (Palmyra); UNESCO-Zuordnung als Bestandteil der Welterbestätte 23 über Wikidata P361. Widersprüche: (1) Weihedatum 32 n. Chr. (en, ar, mit Inschrift 6. Nisan 343 seleukidisch) gegen 32 v. Chr. (de). (2) Umwandlung in eine Moschee: en-Palmyra nennt die Umayyaden (Teil des Tempels als Freitagsmoschee), en-Temple of Bel datiert Umbau und Moschee auf 1132, ar-Wikipedia schreibt Festungsbau Saladin im 12. Jh. zu; en-Palmyra nennt für 1132 die Buriden. (3) Nutzungsende als Moschee/Wohnort: 1920er-Jahre (en) bzw. 1930 (ar). (4) Maße: Mauerlänge 205 m bzw. Hof ca. 200 × 200 m (en), 210 × 205 m (ar); Mauerhöhe 11 m (de) bzw. ca. 14 m (ar) – Maße bis auf 205 m nicht übernommen. (5) Lage: de-Wikipedia „im Süden der antiken römischen Stadt“, en „am Ostende der Säulenstraße“. (6) Sprengdatum: AP-Bericht und de/ar 30. August 2015, UN-Bestätigung 31. August 2015. Der Text zum byzantinischen Fresko (Gabriel, Michael, Georg) steht nur in der ar-Wikipedia und wurde nicht übernommen.