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Tell Halaf, Síria, palácio nordeste

Tell Halaf, Síria, palácio nordeste · Foto: Bertramz · CC BY 3.0 · Wikimedia Commons · Registado 2009

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Sítios arqueológicosRevisto

Tell Halaf

Nome local: تل حلف

اسم المكان

تل حلف

محافظة الحسكة – سوريا

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36.82679, 40.03967

As coordenadas são as do local no atlas; a entrada pode ficar em outro ponto. Confira no local antes de ir.

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Tell Halaf é um tell de povoamento no nordeste da Síria, junto ao rio Khabur, cerca de três quilómetros a oeste de Ras al-Ayn, perto da fronteira turca. É o sítio epónimo da cultura neolítica de Halaf e, no I milénio a.C., foi a sede da cidade arameia e mais tarde assíria de Guzana (Gozan).

História

O sítio foi povoado no Neolítico final e deu o nome à cultura de Halaf, cuja cerâmica é pintada com motivos geométricos e animais policromos. A Wikipédia em inglês data o seu apogeu de cerca de 6100–5400 a.C., a Wikipédia em alemão o período Halaf de cerca de 6000–5300 a.C. Seguiu-se a cultura de Ubaid, e o sítio foi depois abandonado durante muito tempo.

No século X a.C. (séculos X ou IX segundo a Wikipédia em alemão), os governantes do reino arameu de Bit Bahiani fizeram do sítio, sob o nome de Guzana, a sua sede; o rei Kapara construiu na cidadela um palácio ricamente esculpido (o Palácio Ocidental, um hilani). O rei assírio Adad-nirari II recebeu tributo de Gozan; a Wikipédia em inglês indica 894 a.C. Em 808 a.C., a cidade tornou-se uma província do Império Assírio, e os governadores residiam no Palácio Nordeste. Após a queda da Assíria, tornou-se uma colónia babilónica em 612 a.C. e permaneceu habitada até ao período islâmico segundo a Wikipédia em alemão, até ao período romano-parto segundo a inglesa. A Bíblia menciona Gozan como destino de israelitas deportados.[1][2][3]

Sítio

Uma muralha de cidadela com bastiões encerrava uma cidade alta de 5,1 hectares, e uma muralha exterior uma cidade baixa de cerca de 50 hectares. O Palácio Ocidental erguia-se num terraço elevado; à sua entrada, colunas figurativas do deus da tempestade e da sua família, de pé sobre um touro e leões, sustentavam a arquitrave, e a base das paredes era revestida de ortóstatos de basalto. Segundo a Wikipédia em alemão, o seu bom estado de conservação pode estar ligado a um incêndio durante a revolta de 759 a.C. Foram também postos a descoberto uma sala de culto, túmulos e, na cidade baixa, um templo de estilo assírio.[1][2][3]

História da investigação e das coleções

Max von Oppenheim descobriu o sítio em novembro de 1899 e escavou de 1911 a 1913 e de 1927 a 1929. Na partilha dos achados, parte da escultura foi para Alepo, constituindo o núcleo do atual Museu Nacional, e parte para Berlim. Aí, Oppenheim abriu o seu próprio Museu de Tell Halaf em 1930; este ardeu num bombardeamento aéreo em novembro de 1943, e as figuras de basalto fragmentaram-se em cerca de 27 000 pedaços. Entre 2001 e 2010 (Wikipédia em alemão: 2002–2009), mais de 30 esculturas foram reconstituídas e expostas no Museu de Pérgamo em 2011 e na Bundeskunsthalle de Bona em 2014. Desde 2006, uma equipa sírio-alemã retomou as escavações no tell.[1][2][3]

Cronologia

  1. c. 6100–5400 a.C.

    Apogeu da cultura de Halaf no sítio (Wikipédia em alemão: c. 6000–5300 a.C.).[1][2][3]

  2. séc. X/IX a.C.

    Guzana torna-se a sede de Bit Bahiani; o rei Kapara constrói o Palácio Ocidental.[1][2][3]

  3. 808 a.C.

    Guzana torna-se uma província assíria.[1][3]

  4. 1899

    Descoberta por Max von Oppenheim.[1][2][3]

  5. 1911–1913, 1927–1929

    Escavações de Oppenheim; achados repartidos entre Alepo e Berlim.[1][2][3]

  6. novembro de 1943

    O Museu de Tell Halaf em Berlim é destruído num bombardeamento aéreo.[1][2][3]

  7. 2006

    Início de novas escavações sírio-alemãs.[1][2][3]

  8. 2011

    Esculturas restauradas expostas no Museu de Pérgamo, em Berlim.[1][2]

Estado documentado

Estado atual não documentado · em 2026

Segundo a Wikipédia em alemão, desde a década de 1980 as habitações da aldeia estenderam-se até ao tell, pelo que a área da cidade baixa sul já não pode ser explorada, e um cemitério islâmico ainda em uso restringe a escavação no próprio tell. A Wikipédia em árabe indica cerca de 10 000 habitantes para a aldeia circundante de Tell Halaf. Não está disponível nenhum relatório mais recente sobre o estado do sítio.[2][3]

Visita

Sem informações de visita verificadas. A inclusão no atlas não significa que o local esteja aberto ou que seja seguro visitá-lo.

Chegar e ficar

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Distância em linha reta a partir deste local. Dados: OpenStreetMap, à data de 2026-10-30. Funcionamento não verificado – telefone antes de ir.

Fontes (18)
  1. Wikipedia (en): Tell Halaf rev. 1364720392 · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  2. Wikipedia (de): Tell Halaf rev. 270712745 · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  3. Wikipedia (ar): تل حلف rev. 76479119 · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  4. Wikipedia (en): National Museum of Damascus rev. 1382051165 · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  5. Wikidata · CC0 · 2026-10-30
  6. Wikipedia (es) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  7. Wikipedia (fa) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  8. Wikipedia (fr) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  9. Wikipedia (it) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  10. Wikipedia (ja) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  11. Wikipedia (nl) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  12. Wikipedia (pl) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  13. Wikipedia (ru) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  14. Wikipedia (sv) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  15. Wikipedia (tr) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  16. Wikipedia (ur) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  17. Wikipedia (zh) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  18. OpenStreetMap · ODbL · 2026-10-30
Revisto · Última verificação: 2026-10-30. Revisto campo a campo com base nas fontes citadas (edição assistida por IA). Aprovação por especialistas pendente.
Widersprüche: (1) Halaf-Zeit – en/ar 6100–5400, de 6000–5300 v. Chr. (Wikidata 6100/5400). (2) Kapara – en 10. Jh., de 10. oder 9. Jh. (Synchronismen fehlen). (3) Adad-Nirari II. – en 894 v. Chr., de nur Regierungszeit 911–891. (4) Besiedlungsende – en römisch-parthisch, de/ar bis islamische Zeit. (5) Grabungsteam 1911 – en fünf Archäologen und 500 Einheimische, de fünf Architekten und 200 Arbeiter; Zahlen nicht übernommen. (6) Rekonstruktion – en 2001–2010, de 2002–2009. (7) Fundteilung – en ca. 80 Stücke (zwei Drittel) nach Berlin, 35 nach Aleppo; nicht übernommen. Lage: en 'wenige Kilometer', de 3 km westlich von Raʾs al-ʿAin. Kein UNESCO-Bezug im Paket. Relation findsHeldBy Q617254 nach dem Quellenpaket des Nationalmuseums Damaskus (en-Wikipedia: Skulpturen vom Tell Halaf); Nationalmuseum Aleppo und Pergamonmuseum ohne Q-ID im Paket. Wikidata P131 = Q233914 ohne Label – keine Relation gesetzt. Kein Bericht über Kriegsfolgen am Fundort im Paket.

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