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Jardim com árvores de fruto e plantas de diversas espécies no Palácio Azm, em Damasco

Jardim com árvores de fruto e plantas de diversas espécies no Palácio Azm, em Damasco · Foto: Abdullah Fetnah · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons · Registado 2022

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Arquitetura históricaParte do bem do Património Mundial: Cidade Antiga de DamascoPatrimónio Mundial em Perigo desde 2013Revisto

Palácio de Azm

Nome local: قصر العظم

اسم المكان

قصر العظم

محافظة دمشق – سوريا

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33.51028, 36.30694

As coordenadas são as do local no atlas; a entrada pode ficar em outro ponto. Confira no local antes de ir.

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O Palácio Azm (em árabe Qaṣr al-ʿAẓm) é um palácio da época otomana na Cidade Velha de Damasco, a norte do Souk Al-Buzuriyah e perto da Mesquita dos Omíadas. O governador As'ad Paxá al-Azm mandou construí-lo por volta de 1749 como sua residência privada. Desde a década de 1950 alberga o Museu de Artes e Tradições Populares.

História

As Wikipédias em inglês e em árabe datam a construção de 1749, a alemã de 1750; segundo a Wikipédia em árabe, inscrições em madeira em várias salas ostentam o ano da Hégira de 1163. O promotor foi As'ad Paxá al-Azm, governador otomano de Damasco, que também construiu o vizinho Khan As'ad Paxá. O palácio ergue-se no local de um palácio mameluco; a Wikipédia em alemão nomeia o do emir Tingiz (r. 1312–1330), e a árabe sugere que este edifício anterior foi destruído durante a invasão de Timur em 1401. Segundo as fontes, cerca de 800 operários construíram-no ao longo de dois a três anos.

Após a morte do promotor, os seus descendentes viveram no palácio; o imperador Guilherme II da Alemanha visitou-o em 1898. A família vendeu a ala familiar central às autoridades do Mandato Francês por 4000 libras de ouro – em 1920 segundo a Wikipédia em inglês, em 1922 segundo a árabe. Durante o bombardeamento francês da cidade velha na Grande Revolta Síria de 1925, a sala de receção principal, os banhos e os telhados arderam e paredes foram destruídas. Os arquitetos Lucien Cavaro e Michel Ecochard reconstruíram as estruturas de forma simplificada e menos ornamentada; o Instituto Francês passou então a utilizar o palácio.

O instituto saiu em 1946. Em 1951, o governo sírio comprou o complexo (por 100 000 libras sírias segundo a Wikipédia em inglês, 100 010 segundo a árabe) e instalou o museu, que, segundo a Wikipédia em árabe, abriu em 13 de setembro de 1954. A partir do início da década de 1960, a ala familiar destruída em 1925 foi restaurada, em parte com pedras de edifícios demolidos da mesma época. O restauro recebeu o Prémio Aga Khan de Arquitetura (ciclo de 1981–1983).[1][2][3]

Arquitetura

O complexo ocupa cerca de 6400 m² e é descrito como um exemplo da casa damascena tradicional. Divide-se no haremlek (ala familiar), com aposentos privados e um hammam de pequena escala, no selamlek (ala de hóspedes), com salas de receção e um pátio, e numa ala para criados, cozinha e armazéns a norte. A Wikipédia em alemão contabiliza 16 salas de receção e iwans nas duas secções.

Foram utilizados calcário, arenito, basalto e mármore. O arqueólogo Andrew Petersen considera as fiadas alternadas de calcário branco e basalto negro (ablaq) características da alvenaria monumental de Damasco. Os tetos de madeira são pintados e muitas salas têm tanques de mármore. Apenas a porta de entrada é ricamente decorada, não as fachadas.[1][2][3]

Utilização e importância

O Museu de Artes e Tradições Populares apresenta cenas reconstituídas da vida quotidiana, trajes, instrumentos musicais, armas e ofícios como o vidro, o cobre e os têxteis. Segundo a Wikipédia em árabe, abriram em 2011 novas salas de exposição, incluindo uma com o nome do primeiro diretor do museu, Shafiq Imam. A UNESCO inclui o palácio entre os monumentos que fundamentam o estatuto de Património Mundial da Cidade Antiga de Damasco.[1][2][3][4]

Cronologia

  1. 1749/1750

    Construído como residência do governador As'ad Paxá al-Azm (a data varia consoante a fonte).[1][2][3]

  2. 1898

    Visita do imperador Guilherme II.[1]

  3. 1920/1922

    Ala familiar vendida às autoridades do Mandato Francês.[1][3]

  4. 1925

    Graves danos causados pelo fogo durante o bombardeamento francês da cidade velha.[1][3]

  5. 1951

    Comprado pelo governo sírio.[1][3]

  6. 13 set. 1954

    Abertura do Museu de Artes e Tradições Populares.[3]

  7. 1983

    Prémio Aga Khan de Arquitetura pelo restauro.[1][3]

  8. 2011

    Abertura de novas salas de exposição.[3]

Estado documentado

Estado atual não documentado · em 2011

As fontes não contêm nenhuma declaração datada recente sobre o estado do edifício; o último acontecimento documentado é a abertura de novas salas em 2011. Em 2013, a UNESCO inscreveu os sítios do Património Mundial da Síria, incluindo a Cidade Antiga de Damasco, na Lista do Património Mundial em Perigo.[3][4]

Visita

Sem informações de visita verificadas. A inclusão no atlas não significa que o local esteja aberto ou que seja seguro visitá-lo.

Chegar e ficar

Serviços documentados de transporte com motorista, alojamento e transportes em Damasco:

Todos os serviços de viagem para Damasco

Serviços médicos nas proximidades

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  • مشفى الغزاليHospital · 1 kmItinerário
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Fontes (16)
  1. Wikipedia (en): Al-Azm Palace rev. 1344022449 · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  2. Wikipedia (de): Azim-Palast rev. 188957180 · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  3. Wikipedia (ar): قصر العظم rev. 76522045 · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  4. UNESCO World Heritage Centre: Ancient City of Damascus · 2026-10-30
  5. Wikidata · CC0 · 2026-10-30
  6. Wikipedia (es) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  7. Wikipedia (fa) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  8. Wikipedia (fr) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  9. Wikipedia (id) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  10. Wikipedia (it) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  11. Wikipedia (ko) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  12. Wikipedia (pt) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  13. Wikipedia (tr) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  14. Wikipedia (ur) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  15. Wikipedia (zh) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  16. OpenStreetMap · ODbL · 2026-10-30
Revisto · Última verificação: 2026-10-30. Revisto campo a campo com base nas fontes citadas (edição assistida por IA). Aprovação por especialistas pendente.
Baujahr 1749 (en/ar, Wikidata P571) vs. 1750 (de); Inschriften 1163 AH. Verkauf an Frankreich 1920 (en) vs. 1922 (ar). Kaufpreis 1951: 100.000 (en) vs. 100.010 (ar) syr. Pfund. Aga-Khan-Preis 1983 (en) bzw. Zyklus 1981–1983 (ar). 1946: en sagt Rückgabe an die Familie Azm, ar Übergabe an die syrische Regierung bei Weiterbewohnung des Gästetrakts durch die Familie – offen. Die ar-Angabe, der Palast liege auf einem Teil des Jupitertempels, wurde nicht übernommen (nur eine Quelle). Der Museumsabschnitt der ar-Wikipedia beschreibt ein Dokumentenzentrum mit fünf Millionen Dokumenten, das vermutlich eine andere Einrichtung betrifft; nicht übernommen. Kein datierter aktueller Zustand für das Gebäude.

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