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Qal'at al-Hosn (1) visto de oeste

Qal'at al-Hosn (1) visto de oeste · Foto: Gerhard Haubold · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons · Registado 1994

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Castelos e fortalezasParte do bem do Património Mundial: Crac des Chevaliers and Qal’at Salah El-DinPatrimónio Mundial em Perigo desde 2013Revisto

Krak des Chevaliers

Nome local: قلعة الحصن

اسم المكان

قلعة الحصن

محافظة حمص – سوريا

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34.75694, 36.29472

As coordenadas são as do local no atlas; a entrada pode ficar em outro ponto. Confira no local antes de ir.

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O Krak dos Cavaleiros, em árabe Qalʿat al-Hisn, é um castelo sobre uma colina com cerca de 650 m de altitude na Brecha de Homs, a uns 40 km a oeste de Homs. A fortaleza hoje visível é em grande parte obra dos Cavaleiros Hospitalários, que a detiveram de 1142 a 1271, com acrescentos mamelucos posteriores. Juntamente com Qal'at Salah El-Din, constitui desde 2006 um bem seriado do Património Mundial da UNESCO.

História

Segundo o historiador Ibn Shaddad, o emir mirdássida de Alepo e Homs instalou tropas curdas no local em 1031, daí o nome Hisn al-Akrad, “fortaleza dos curdos”. Em janeiro de 1099, o exército da Primeira Cruzada sob Raimundo de Toulouse deparou-se com o forte e ocupou-o brevemente; o controlo permanente dos cruzados começou em 1110, sob Tancredo. Em 1142, o conde Raimundo II de Trípoli entregou-o aos Hospitalários.

Os Hospitalários construíram um novo castelo até ao sismo de 1170; a Wikipédia em alemão regista também um sismo em 1157. Após outro sismo em 1201/02, veio a expansão do século XIII que deu ao castelo a sua forma atual. Em 1271, o sultão Baibars tomou-o depois de minar uma torre; a 8 de abril, a guarnição rendeu-se, enganada por uma carta forjada do seu Grão-Mestre. Os mamelucos repararam os danos e, em 1285, Qalawun acrescentou uma torre quadrada.

No período otomano, o castelo albergava uma companhia de janízaros e era o centro de um distrito fiscal. Em finais do século XIX, cresceu no seu interior uma aldeia de cerca de 500 pessoas. Em 16 de novembro de 1933, o castelo passou para controlo francês; os aldeões foram realojados e indemnizados, seguindo-se a desobstrução e o restauro sob a direção de Pierre Coupel (1934–1936, segundo a Wikipédia em alemão). Segundo a Wikipédia em inglês, a Síria assumiu o controlo com a independência em 1946, ao passo que a Wikipédia em alemão cita um tratado de 7 de fevereiro de 1949.[1][2]

Arquitetura

O Krak é um castelo de esporão que se tornou um castelo concêntrico plenamente desenvolvido após a sua expansão no século XIII. O castelo interior de 1142–1170 tinha uma muralha com torres quadradas ligeiramente salientes. No século XIII, os seus lados oeste e sul receberam um talude íngreme com grandes torres redondas, albergando a do sudoeste o Grão-Mestre. A sala dos Cavaleiros tem rendilhado gótico, provavelmente da década de 1230.

O recinto exterior, com cerca de 9 m de altura, tem torres redondas muito salientes e matacães em caixa semelhantes aos da Cidadela de Alepo. A partir da porta nordeste, uma entrada abobadada em cotovelo com 137 m de comprimento, dotada de buracos assassinos, sobe até ao recinto interior.[1][2]

Utilização e importância

Para os Hospitalários, o castelo era simultaneamente uma base militar e o centro administrativo das suas possessões no Condado de Trípoli. Na primeira metade do século XIII albergava uma guarnição de cerca de 2000 homens; daqui, os cavaleiros cobravam tributo a Hama e Homs e lançavam expedições, por exemplo contra Hama em 1230 e 1233. Em 1218, o rei André II da Hungria chamou-lhe a “chave das terras cristãs”.

Depois de 1271, a capela dos Hospitalários foi convertida em mesquita com dois mihrabs. Segundo a Wikipédia em alemão, a fortaleza manteve uso militar até ao início do século XIX; em 1894, a sede do distrito foi transferida para Talkalakh. Durante o Mandato Francês, tornou-se um dos principais locais turísticos do Levante.[1][2]

Características notáveis

O castelo é um dos poucos locais onde sobrevive pintura dos cruzados: pinturas murais vieram à luz em 1935, 1955 e 1978, à medida que o reboco posterior se degradava, entre elas uma Apresentação de Jesus no Templo no exterior da capela. A UNESCO descreve o Krak como o castelo dos cruzados mais bem conservado e um arquétipo do castelo medieval das ordens militares.[1][2][3]

Cronologia

  1. 1031

    O emir mirdássida instala uma guarnição curda; o nome Hisn al-Akrad.[1][2]

  2. 1142

    Raimundo II de Trípoli entrega o castelo aos Cavaleiros Hospitalários.[1][2][3]

  3. 1170

    Um sismo danifica o castelo, pondo fim à primeira fase de construção.[1][2]

  4. início do séc. XIII

    Expansão para castelo concêntrico com muralha exterior.[1][2]

  5. 1271

    Conquistado pelo sultão Baibars; rendição a 8 de abril.[1][2]

  6. 1933

    Transferência para a França, realojamento dos habitantes, seguido de restauro.[1][2]

  7. 2006

    Património Mundial da UNESCO juntamente com Qal'at Salah El-Din.[3]

  8. 2012–2014

    Danos de guerra causados por bombardeamentos e ataques aéreos; reconquistado pelas forças governamentais em março de 2014.[1][2]

Documentação 3D

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Estado documentado

Em restauro · em 2024

Durante a guerra civil, o castelo foi ocupado por rebeldes em 2011/12. Em agosto de 2012, bombardeamentos do exército sírio danificaram a capela; outros danos foram causados por ataques aéreos em julho de 2013 e em 18 de agosto de 2013. Em março de 2014 (a 20 de março, segundo a Wikipédia em alemão), as forças governamentais retomaram o castelo e a aldeia. O bem consta da Lista do Património Mundial em Perigo desde 2013.

Entre 2016 e 2024, uma missão húngara da Universidade Péter Pázmány coordenou um amplo restauro, incluindo a conservação dos frescos da capela, a reconstrução da porta de Baibars e a reparação dos danos de guerra e dos danos do sismo de 2023.[1][2][3]

Visita

Sem informações de visita verificadas. A inclusão no atlas não significa que o local esteja aberto ou que seja seguro visitá-lo.

Chegar e ficar

Serviços documentados de transporte com motorista, alojamento e transportes em Homs:

Todos os serviços de viagem para Homs

Serviços médicos nas proximidades

Distância em linha reta a partir deste local. Dados: OpenStreetMap, à data de 2026-10-30. Funcionamento não verificado – telefone antes de ir.

Fontes (21)
  1. Wikipedia (en): Krak des Chevaliers rev. 1370795669 · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  2. Wikipedia (de): Krak des Chevaliers rev. 270573480 · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  3. UNESCO World Heritage Centre: Crac des Chevaliers and Qal’at Salah El-Din · 2026-10-30
  4. Wikidata · CC0 · 2026-10-30
  5. Wikipedia (ar) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  6. Wikipedia (el) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  7. Wikipedia (es) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  8. Wikipedia (fa) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  9. Wikipedia (fr) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  10. Wikipedia (id) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  11. Wikipedia (it) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  12. Wikipedia (ja) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  13. Wikipedia (ko) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  14. Wikipedia (nl) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  15. Wikipedia (pl) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  16. Wikipedia (pt) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  17. Wikipedia (ru) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  18. Wikipedia (sv) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  19. Wikipedia (tr) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  20. Wikipedia (zh) · CC BY-SA 4.0 · 2026-10-30
  21. OpenStreetMap · ODbL · 2026-10-30
Revisto · Última verificação: 2026-10-30. Revisto campo a campo com base nas fontes citadas (edição assistida por IA). Aprovação por especialistas pendente.
Serielle Welterbestätte 1229 (Crac des Chevaliers und Qal'at Salah El-Din, 2006, Kriterien ii und iv, seit 2013 gefährdet); Qal'at Salah El-Din ist ein eigener Datensatz (Q277531). Widersprüche: (1) Besetzung 1099 – en: kurz im Februar 1099 besetzt, de: zehn Tage besetzt. (2) Erdbeben – en nennt 1170 (und 1202), de 1157 und 1170 (und 1201/02). (3) Übergabe an die Johanniter – en-Einleitung 1142, en-Text „zwischen 1142 und 1144“; UNESCO 1142. (4) Belagerung 1271 – en: Ankunft Baibars 3. März, Vorwerk 21. März, Bresche 29. März; de: Sultan ab 21. Februar, Vorwerk 22. März, Sturm auf den Zwinger 31. März; Kapitulation übereinstimmend 8. April – im Text nur die übereinstimmenden Angaben. (5) 1933 – en-Einleitung „an den französischen Alawitenstaat“, en-Text „unter Kontrolle des französischen Staates, betreut von der Académie des Beaux-Arts“, de „von Frankreich gekauft“. (6) Rückgabe an Syrien 1946 (en) gegen Vertrag vom 7. Februar 1949 (de). (7) Rückeroberung 2014: en „März 2014“, de „20. März 2014“. Der Restaurierungsabschnitt 2016–2024 beruht allein auf de-Wikipedia; Wikidata-Inception 1031 entspricht der ersten Befestigung, nicht dem heutigen Bau. Angaben zur Wiedereröffnung für Besucher (de, 2015) bewusst nicht übernommen.

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